A destruição da camada de ozônio é provocada principalmente pelo uso do gases sintéticos CFC (cloro-fluor-carbono). A sua ação sobre o ozônio gera a mesma reação que ocorre na estratosfera, com ozônio e oxigênio, só que é artificial, alterando o ciclo normal de regeneração da camada:
O3 + Cl + u.v.®Cl O + O2
Cl O + O ®O2 + Cl
O3 + O + u.v.®2 O2
Como se pode observar, o cloro que veio do CFC age como um catalisador, não sendo consumido no processo e porisso, os cientistas dizem que sua ação na atmosfera pode continuar por 50 anos. Ou seja, o buraco da camada de ozônio vai continuar aumentando por um tempo.
É necessário, então, que não se lance mais CFC na atmosfera. Até 1987, quando foi assinado o Protocolo de Montreal, muitas indústrias usavam CFC como propelente de aerossóis, isolantes em aparelhos de refrigeração (geladeira, freezer, ar condicionado) e na produção de materiais plásticos, como espumas e embalagens. Quando se descobriu o papel do CFC na destruição da camada de ozônio, 155 países assinaram um acordo para substituí-lo até 1996, outros países se comprometeram a fazê-lo até 2010, com a ajuda financeira e tecnológica que o Protocolo de Montreal previu. Os CFCs estão sendo substituídos por outro gás , o HCFC , que agride menos a camada de ozônio.
O buraco de ozônio tem hoje cerca de 28,3 milhões de quilômetros quadrados - mais de três vezes o tamanho do Brasil. Está a 30 km da superfície terrestre, na estratosfera, sobre o Pólo Sul. Segundo os cientistas, a localização se deve ao fato de ser a região com menores temperaturas da Terra e com menos renovação de ar. A reação de quebra do ozônio é acelerada por estes fatores, pois é exotérmica.