Os interesses econômicos nacionais e estrangeiros são os maiores inimigos das Sociedades Indígenas. Sujeitos a todo tipo de exploração, os índios brasileiros e suas terras são o alvo preferido de garimpeiros, madeireiros e fazendeiros ,que cobiçam essas terras e as riquezas naturais nelas existentes, indiferentes aos males e prejuízos causados aos índios e o meio ambiente. Um exemplo são os garimpeiros que exploram ouro, diamante e cassiterita em terras indígenas e que, além de agir com violência e transmitir todo o tipo de doenças contagiosas aos índios, provocam danos poluindo os rios com mercúrio e outros produtos químicos.
Depois da devastação nas araucárias e as florestas da Mata Atlântica do sul da Bahia e Espírito Santo, a exploração da madeira deslocou-se para a Amazônia, apesar dos inúmeros avisos de cientistas brasileiros e estrangeiros sobre a fragilidade ecológica da região em decorrência dessa prática. E o desflorestamento caminha rápido nos Estados do Pará e Rondônia.
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Os garimpeiros voltaram, as doenças e a desnutrição continuam a matar, e a violência cresce, envolvendo até armas de fogo, tudo num ritmo que assusta e ameaça os ianomâmis, um dos povos mais primitivos do mundo, na Amazônia brasileira. Para agravar ainda mais a situação, dois líderes ianomâmis denunciam que militares do Pelotão de Infantaria de Selva estão abusando sexualmente de índias, em troca de alimentação, redes de dormire outros objetos, como anzóis e facas. |
Ianomâmis
se sentem ameaçados pelo crescente retorno dos garimpeiros à Roraima.. No
final da década passada (80), durante o auge da febre garimpeira, milhares de
aventureiros invadiram Roraima atrás de ouro, chegou-se a somar 40 mil pessoas,
que levaram junto violentos surtos de malária, de tuberculose e de doenças
respiratórias. Nessa época, a terra dos ianomâmis chegou a produzir duas
toneladas do mineral por mês. No início desta década, a Polícia Federal começou
a remover os garimpeiros da reserva. Agora, às vésperas da virada do milênio,
os índios estão prestes a assistir a mais uma corrida do ouro em suas terras.
O território ianomâmi é o alvo mais cobiçado de um negócio fabuloso: a
mineração em áreas indígenas. A diferença é que, desta vez, a invasão
promete ser civilizada.
Desde
a promulgação da Constituição, em 1988, a mineração em reservas de índios
está parada no Brasil. Mas, como a regulamentação da lei nunca ficou pronta,
proliferou-se nas nações indígenas o garimpo ilegal, que não paga impostos,
polui os rios e às vezes dizima índios a bala.